 |
20/02/2008 17:06
ARREPENDEI-VOS
Por Claudio R.
O título desta crônica deveria ser arrependei-vos e multiplicai-vos os erros, pois é essa a idéia que se tem quando se fala em arrepender-se. Acredita-se que pior que o erro cometido é o próprio arrependimento, como se não fosse possível escolher entre praticar e não praticar o erro.
No que diz respeito ao arrependimento a maioria esmagadora das pessoas se depara com o impasse entre o medo de fazer e arrepender e atirar-se desenfreadamente ao erro e mesmo assim não se arrepender.
A vida é cheia de bifurcações, a maioria delas não cabe volta após ter escolhido um lado para seguir, assim, cabe às pessoas agirem de forma tal que caiba a possibilidade do arrependimento, pois ele é uma realidade a qual seres humanos deveriam está habituados, haja vista que, não sendo autômatos, não seguimos uma regra matemática pela qual já se conhece o resultado.
Por não se conhecer o resultado final dessa equação chamada vida, há uma grande probabilidade do resultado ser mais que x, y ou z, pois além do acerto, pode haver o erro e/ou simplesmente nada acontecer. Daí, surge o medo de errar ou o medo de arrepender-se. Contudo, parafraseando um dos maiores (se não o maior) filósofo chinês, eu digo que só os idiotas ou os muito sábios não se arrependem. Os muitos sábios por não existir a possibilidade de erros; e os idiotas por não acreditarem que os erros existiram.
Estes segundos costumam dizer que se arrependem do que não fizeram ao invés do que fizeram. Ou seja, para estes, é mais doloroso deixar de investir em um caminho a investir num caminho qualquer. Isso não chega a ser de todo errado, pois essas pessoas são geralmente impulsivas, e como disse Maquiavel, a sorte é amiga dos impulsivos, portanto, estas pessoas tendem a acertar os seus caminhos.
Contudo, o que dizer de pessoas que por não serem tão sábias e nem tão idiotas, são comedidas nos seus atos e, portanto, não recebem o galardão da sorte? Partindo da premissa de que estas pessoas costumam errar mais e sofrer as conseqüências dos seus erros, elas devem se arrepender do que fizeram, se não, sofreriam as seqüelas deixadas por sua ignorância.
Consertar o erro consiste em arrepender por tê-lo cometido, estudar uma maneira de não cometê-lo mais e aprender com as situações que este erro levou.
Alguns erros dão prazer, aliás, a maioria das atitudes errôneas dá prazer e torna-se difícil arrepender de algo que deu prazer, principalmente depois que se cura as feridas e que já se levantou. Mesmo estes erros não deve haver o temor do arrependimento, afinal você é uma pessoa que tem desejos e vontades que podem ou não mudar durante a sua vida.
Claudio R., o escritor dO Ladrão de Palavras, costuma se arrepender, mas como é impulsivo, a sorte anda ao seu lado.
enviada por O Ladrão de Palavras
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|
 |