O Ladrão de Palavras


08/04/2008 09:30

ME DÊ UM ORGASMO SE FOR CAPAZ

Por Claudio R.


Mulher que não goza existe aos milhares, dado à cultura retrógrada na qual foi educada, esta mulher aprendeu que sexo é o mais animalesco dos instintos e por isso não se deveria sentir prazer com algo tão “menor”.

O mundo cresceu, as pessoas ficaram mais inteligentes e aprendeu-se que o sexo (mesmo ainda sendo animalesco) é muito melhor do que os ensinaram. E que tudo é permitido desde que seja feito de acordo com a vontade de ambos. Mas aí reside o maior empecilho, na maioria das vezes as vontades não sincronizam e geralmente o gozo das mulheres empaca na sua própria vontade de não querer sincronizar.

Atualmente fala-se muito em liberalidade na cama e que, nesta tal liberalidade, um casal (ou até mais pessoas) pode tudo, mas muitas mulheres, principalmente, não se liberam para “o tudo”, desde simples coisas, como o sexo oral (leia-se gozar na boca) à qualquer técnica ninja sexual (leia-se mais menaje, dp, etc). Assim, a relação sexual plena fica a cargo da raridade de dias festivos e do amadorismo da falta de prática.

Amador é aquele que pratica, variavelmente, ou tenta, algo que o profissional é exímio. Então, quem se sente à vontade para ser amador jamais desejará a responsabilidade e a etérea reputação de profissional.

Com o gozo é bem assim, se você é amador nesta parte tênue do sexo, não se formará profissional se isso não for um desejo unicamente seu. Todavia, ouve-se muitas mulheres dizendo que tal coisa é boa, mas o homem tem que saber fazer. Aí é que falta o profissionalismo, pois se um não souber o outro tem que está de prontidão para ensinar, e mesmo assim isso não deveria impedir o bel prazer da parte sabedora.

Até nisso encontra-se resquícios da submissão imposta durante anos, pois muitas mulheres ainda se submetem ao querer do homem. “Fulano me fez gozar várias vezes ontem à noite”. Quando o correto deveria ser: “Gozei várias vezes com o fulano, ontem”.

De tanto ouvir: “Sexo anal é bom, mas se o homem não souber fazer é ruim e eu não gozo”; “Ele não sabe me fazer gozar no sexo oral”; e “o fulano me faz ter orgasmos múltiplos”. Resolvi desmistificar e provar quase que por uma equação de álgebra que ninguém faz ninguém gozar se o outro não quiser.

Saí com uma menina que realmente era um furacão, uma gostosa de proporções desmedidas, exímia na arte de trepar. Fomos a um motel, nos beijamos, acariciamos, ela gozou eu fazendo oral e a penetrando fazendo pressão no ponto G dela (Ela queria gozar, é claro). Ela me chupou, muito bem, como sempre fazia, e quando estava me cavalgando, eu disse a fatídica frase: “Me faz gozar!” E ela: “Como?!!”. Eu confirmei: “É isso mesmo, me faz gozar como nenhuma melhor o fizera...”. A mulher ficou ruborizada, fez todo tipo de movimento possível naquela posição, rebolava, extremecia, ficou de quatro, tremia feito uma dançarina de axé. Ela resolveu me chupar com mais afinco, mas não adiantava. Usou bala de menta extra forte, gritava, gemia e parecia encarnar uma entidade com os gemidos, mas eu continuava no meu propósito de não querer gozar. Mesmo quando ela pediu com voz sedosa e safada: “Põe no meu bumbum!”. Eu pus, ela gozou, seu corpo gelou, ela tremia, chorava pela boceta, mas nem assim!!

Ela sentiu a responsabilidade que a maioria dos homens de boa vontade sentem, ou seja, sentiu-se muito mal por não conseguir “me fazer gozar”, e com isso eu provei que ninguém consegue obrigar o outro a ter um orgasmo alheio a sua vontade. Bem, a mulher não entendeu o meu empirismo sexual, mas fazer o que?

enviada por O Ladrão de Palavras






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