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09/06/2008 12:13
AS RESPOSTAS: As divagações para as suas perguntas
Por Claudio R.
Na verdade, eu tenho bastante orgulho disso e credito isso ao fato de, primeiramente, ter nascido numa casa onde meus pais lêem bastante e me incentivaram a isso. Outra coisa também é ter tido a sorte de meu trabalho me colocar a cada dia numa cidade diferente, fazendo, com isso, que eu conheça várias culturas e comunidades diferentes.
Não é bem medo, é apenas um receio do que posso ficar sem fazer se isso vier a acontecer.
Claro que para uma pessoa que é adepta de qualquer esporte, o corpo é muito importante, portanto, para um atleta a imobilidade é bem maior que uma pessoa comum.
A dor pra mim é quase um troféu, sou adepto do no pain, no gain, as vezes exagero, mas dentro de uma certa normalidade que eu imponho.
Nunca tive esse tipo de sentimento, gosto de mais pra ter este tipo de repulsa. Aliás, não há nada ali que me cause isso.
Não contei, mas tentei contar, acho que não foram poucas, porém menos do que eu realmente gostaria.
Há uma grande diferença entre o ideal e o satisfatório, pelo menos pra mim que sou inconstante e insatisfeito. E além disso tem as mudanças no percurso da vida. O que hoje é ideal, amanhã deixa de ser, mas o tipo que mais se aproxima do ideal é a que seja completamente única. Que não tenha medos, mas que de vez em quando finja me pedindo colo. Que goste assaz de uma certa coisa que eu gosto em excesso. Que não tenha tabus. E se possível não venha com moldes fixos. Ah, e que coma pimenta (risadas metafísicas).
Não sei se quero realmente, mas tive esse desejo a algum tempo e foi bastante forte. Se tivesse de ter iria querer uma menina, mas me contento com o meu menino que me orgulha muito.
Parece continuação, mas isso foi o que mais me emocionou, na verdade, eu levei bastante tempo pra que caísse a ficha. Isso até gera desinteligência, pois as pessoas esperam que você fique alvoroçado com tal acontecimento, no meu caso eu fiquei abstraído de toda aquela situação. Acho que isso é que emocionante e não toda aquela euforia difusa.
Hoje não tenho mais religião, mas já fui bastante religioso, no entanto acho que foi apenas por conveniência. Nasci no meio em que as pessoas criam no sobrenatural e eu fui de carona. Larguei a conveniência para ser ateu por convicção.
Claro que isso é complicado, principalmente para quem convive com pessoas que são ferrenhas nisso. No fim, eu tenho um saldo estável, não há céu, mas também não há inferno.
Não tenho nenhum tipo de preconceito, acho uma burrice ter, mas tenho alguns problemas com pessoas religiosas, principalmente aquelas que querem impor a sua crença. Assim, há um certo afastamento, mas respeito acima de tudo.
Acho que só os de infância mesmo, mas eu tenho uma coisa interessante em relação à amizade, eu me apaixono pelas pessoas. Claro que não no sentido erótico, tenho amigos de pouco tempo que tenho tanta afinidade que parece uma paixão por uma mulher. E tenho poucas amigas que são pau pra toda obra, que estão para o que der e vier, geralmente homens têm mais este tipo de lealdade.
Isso eu faço, não tenho medo de por a prova. Troco facilmente a amizade de uma mulher por um relacionamento amoroso com a mesma, dou valor às amizades, mas uma paixão é mais sublime. E como a história está acontecendo o tempo todo, inclusive os começos, meios e fins, a amizade pode ter estas fases, então, porque não arricar uma paixão?
Não separo bem, preciso de alma pra separar mais, porém como fazer isso com um ser que não admite a existência desta? Sou mais instintivo que amoroso, mas as vezes fico olhando um animal e seu instinto afetivo para com os iguais e vejo mais amor que nos seres humanos.
Não só pareço como é verdade que prefiro eles e sua enigmática forma de amar e viver. Mas, gente inocente e inteligente (se é que isso é possível) me cai bem.
Acho o romantismo meio cafona, mas me vejo muito raramente ligado em algo romântico, pode ser uma música, principalmente.
Não acredito nisso, acho esquisito quem só começa o dia se ler sobre o seu, mas me lembro muito bem da primeira vez que quis saber sobre, foi por causa de uma paixão adolescente.
Por ser todo insatisfeito, eu tenho vários maiores, na infância eu queria ser jogador de futebol, mas cresci e este ficou lá pra trás. Quando adulto o jiu-jitsu me transportou a vários desejos... E tem também a escrita. Vivo sem saber o que me apetece mais, se é o reconhecimento em qualquer coisa digna ou ser reconhecido apenas como escritor.
enviada por O Ladrão de Palavras
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